sábado, 31 de julho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

carta à D



colagem de textos coletados pela internet afora:

"André Gorz, nascido Gerhard Hirsch, (Viena, fevereiro de 1923 — Vosnon, 22 de setembro de 2007) foi um filósofo austro-francês, também conhecido pelo pseudônimo Michel Bosquet. Como jornalista, ajudou a fundar em 1964 o semanário Le Nouvel Observateur. Apoiador de Sartre na versão existencialista do marxismo depois da guerra, rompeu com ele após o Maio de 68. Passou a se interessar por ecologia política e tornou-se um de seus principais teóricos. Seu tema central foi o trabalho: liberação do trabalho, justa distribuição de trabalho, trabalho alienado, etc. Ele também defendeu a Renda Básica de Garantia (ou Renda básica de cidadania), que tem no Senador Eduardo M. Suplicy seu principal defensor no Brasil. Autor da obra Metamorfoses do Trabalho, na qual analisa, entre outras questões, a relação do Cálculo Contábil com a Racionalidade Econômica. André Gorz cometeu suicídio no dia 24de Setembro de 2007, aos 84 anos, porque sua mulher, Doriane, estava acometida de doença incurável, e segundo o próprio Gorz, não seria possível para ele viver um segundo sequer nesse mundo sem a presença e a companhia de sua amada. Na verdade, André Gorz, preparou duas injeções letais e deitou na cama ao lado de sua amada. Injetou a primeira em sua mulher, Dorine, e em seguida fez o mesmo no próprio corpo. Dois dias depois foram encontrados por uma amiga, na vila de Vosnon, próximo a Paris. Estavam abraçados. Ele estava com 84 anos, ela 83. Algum tempo depois, em sua casa, entre tantos tratados políticos e filosóficos são encontradas as 74 páginas escritas dois anos antes pelo suicida. Trata-se do que mais tarde seria o best seller Carta a D. – História de um amor. No Brasil, ele foi publicado pela CosacNaif."

taí o livro mais lindo de amor que já li...

em janeiro de 2009, eu estava em caraíva (o meu cantinho predileto do nosso litoral), numa casa com uma varanda enorme e cheia de redes e colchões, entre amigos muito queridos, com a maravilhosa tarefa cotidiana (quase full time) de dar cabo de parte da literatura que não consigo ler durante o semestre letivo. isto é um horror, mas só me permito este tipo de prazer durante as férias. normalmente (todos os dias) leio pilhas de textos e trechos de livros aplicados ao trabalho e vou empilhando um a um os livros, que realmente importam pra vida da gente, ao lado da cama, na espera das férias (escolares).

naquele verão baiano, eu descobri milton hatoum (dois irmãos, cinzas do norte) e decidi considera-lo o melhor escritor brasileiro atual. li tb o impressionante história do olho do bataille, e me deliciei com o divertidíssimo manual do hedonismo que ficava no banheiro para que todos lessem e marcassem a passagem (que ficava ali de presente pro próximo usuário) numa espécie de jogo praiano,... mas o que realmente me marcou foi ler o carta à D. defenssora que sou do não julgamento de quem decide morrer quando quer (e não fica esperando deus ou qualquer fatalidade decidir a hora) e também, da possibilidade de se encontrar um amor romântico, eterno e cúmplice, fiquei em êxtase. estava nas minhas mãos um texto que também era político, mas muito sincero (cheio de mea culpa) de um homem apaixonado declarando seu amor incondicional.

foi ali que decidi, depois de tantas desilusões amorosas, que eu não iria desistir de acreditar: nem na morte voluntária e nem no amor eterno.

trecho do livro:
"Mas nada disso dá conta da ligação invisível pela
qual nós nos sentimos unidos desde o início. Por mais que
tivéssemos sido profundamente diferentes, mas eu não
deixava de sentir que alguma coisa fundamental era comum
a nós, um tipo de ferida original – há pouco eu falava
de 'experiência fundadora': a experiência
da insegurança. A natureza desta não era a mesma para você e para
mim. Não importa: para ambos, ela significava que não
tínhamos um lugar assegurado no mundo, e só teríamos
aquele que fizéssemos para nós."


é isto.
um texto apaixonado no dia dos namorados.

terça-feira, 11 de maio de 2010

vertical farms





vertical farms:
"By the year 2050, nearly 80% of the earth's population will reside in urban centers. Applying the most conservative estimates to current demographic trends, the human population will increase by about 3 billion people during the interim. An estimated 109 hectares of new land (about 20% more land than is represented by the country of Brazil) will be needed to grow enough food to feed them, if traditional farming practices continue as they are practiced today. At present, throughout the world, over 80% of the land that is suitable for raising crops is in use (sources: FAO and NASA). Historically, some 15% of that has been laid waste by poor management practices. What can be done to avoid this impending disaster?"

eles lançam a pergunta enquanto produzem uma série de atividades em diversos locais no mundo... isto, além de coletar e cadastrar projetos que tenham a intenção de responder às questões mais urgentes envolvendo sustentabilidade e cidade.

domingo, 18 de abril de 2010

poro




"O Poro - interferências em arte é de Belo Horizonte, Brasil. Formado pela dupla  Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada!, atua desde 2002 tendo como focos principais o espaço público, as manifestações efêmeras e as mídias de comunicação popular."

domingo, 11 de abril de 2010

beck_modern guilt



não é novidade porque foi lançado em 2008.
mas considero o melhor album do beck, que é mais uma dentre as minhas (muitas) paixões: radiohead, dEUS, robert wyatt, cat power, air, rufus wainright...

o vídeo oficial de modern guilt é mto lindo mas o acústico é melhor. prefiro os vídeos lowtechs e as músicas intimistas (uma questão de gosto).


modern guilt
I feel uptight when I walk in the city
I feel so cold when I'm at home
Feels like everything's starting to hit me
I lost bed ten minutes ago

Modern guilt I'm staring at nothing
Modern guilt I'm under lock and key
It's not what I have changed,
Turning into convention
Don't know what I've done but I feel ashamed
Standing outside the glass room sidewalk
These people talk about impossible things
And I'm falling down the conversations
Another palm beats into you

Modern guilt is all in our hands
Modern guilt won't get me to bed
Say what you will
Smoking my cigarette
Don't know what I've done but I feel afraid


só mais uma coisinha: vale a pena conferir as regravações que a banda está realizando de alguns discos que eles gostam. as do velvet underground e nico estão simplesmente um luxo!

sábado, 10 de abril de 2010

architecture of consequency





architecture of consequence’ é um evento do nai _ netherlands architecture institute, que engloba exposição e publicação de projetos sob o tema geral: o que o mundo precisa agora! o que obviamente quer dizer: "to find sustainable designs for the future". o vídeo de divulgação é muito bom!

particiaram deste projeto:
De Zwarte Hond, Doepel Strijkers Architecten, MVRDV, Studio Marco Vermeulen, West 8, CONCEPT0031, Anne Holtrop, Next Architects, seARCH, 2012 Architecten, Atelier Kempe Thill, biq stadsontwerp, MUST Urbanism, OMA / AMO, ONIX, Powerhouse Company, Rietveld Landscape, Stealth.ultd, Van Bergen Kolpa Architecten, Venhoeven CS, ZUS.

domingo, 4 de abril de 2010

os jardins flutuantes de anne holtrop





Este é um dos projetos que participam do evento 'architeture of consequence'.

"Dutch architect Anne Holtrop has collaborated with green technology firm Studio Noach and botanist Patrick Blanc to propose an artificial floating island containing gardens and a spa."

informações mais detalhadas na dezeen deste mês.